No dia 28 de Junho último, o presidente de Honduras, Mel Zelaya, foi sequestrado pelo exército e levado para a Costa Rica, iniciando-se um autêntico golpe de estado neste país da América Central. No dia 1 de Julho, o Congresso hondurenho aprovou um decreto suspendendo algumas garantias individuais dos cidadãos, como a inviolabilidade do domicílio, os direitos de associação, ao protesto pacífico e de livre trânsito pelo país, e, ainda, a permissão de detenção por 24 horas. A iniciativa partiu do governo provisório golpista como resposta ao aumento das mobilizações contra o golpe pelo país. A Corte Suprema de Justiça também emitiu uma ordem de captura contra 25 líderes populares. O país continua sob toque de recolher. No entanto, os protestos contra o golpe aumentam, especialmente no interior. Milhares de (...)
Nas últimas semanas, o Irão foi sacudido por mobilizações de massas devido a denúncias de fraudes eleitorais. A rebelião popular começou quando, nas últimas eleições presidenciais, a agência iraniana de notícias proclamou vencedor o actual presidente Mahmud Ahmadinejad, com 63% dos votos, contra apenas 33% de seu principal opositor, Mir-Hossein Moussavi. Apesar de enfrentar uma dura repressão, as mobilizações colocaram em cheque o reaccionário regime da república teocrática, controlada pelo clero xiita. A rebelião popular exige liberdades democráticas e é reprimida com grande brutalidade pelo governo. Algumas cenas da violenta repressão percorreram o mundo. Estima-se que pelo menos 20 pessoas tenham morrido, como foi o caso mais conhecido da jovem Neda, assassinada com um tiro no peito. Um regime (...)
Os metalúrgicos de Pontevedra, província da vizinha Galiza, estão a dar um belíssimo e corajoso exemplo de como a crise capitalista pode e deve ser enfrentada. Em greve desde o início deste mês de Junho para reivindicar um acordo colectivo justo, estão a enfrentar a dureza e as ameaças da patronal e do governo Zapatero. Até agora, a mobilização forçou a patronal a chegar a alguns acordos nas negociações no que se refere à vigência do acordo (que será de dois anos e não de três como pretendia a patronal) e sobre a regulação da jornada de trabalho. Não há acordo ainda sobre a questão salarial. A patronal queria congelar os salários por três anos, enquanto os trabalhadores reivindicam 6% de aumento. Agora, a patronal já aceitou dar quase 2% de aumento, mas ainda abaixo do que querem os trabalhadores. Como (...)
Hoje, por todo o mundo, os olhos daqueles que lutam contra a privatização do ensino superior têm de estar na greve da Universidade de São Paulo (USP), a maior universidade da América Latina. Tudo começou quando, em Maio, os funcionários da USP entraram em greve, principalmente por aumentos salariais e pela readmissão de um dirigente sindical do Sintusp (sindicato que representa este sector), demitido por razões dúbias que indicam perseguição política. Decorrente desta luta, no dia 1 de Junho, no campus da universidade estabeleceu-se um corpo da Polícia Militar (PM) com o objectivo de demover a greve. Foi contra esta situação, que contraria os princípios históricos da USP de não permitir a presença de polícia no campus, que, no dia 9 de Junho, os estudantes, os funcionários e os professores realizaram, (...)
O Bloco de Esquerda (BE) foi o grande vitorioso nas eleições europeias em Portugal, obtendo 10,73% dos votos (381.942), elegendo 3 deputados e posicionando-se como a terceira força político-eleitoral do país, à frente do PCP. Comparando-se este resultado com o obtido nas eleições europeias anteriores, em 2004, constata-se que mais do que duplicou o número de votos. Estes votos vieram de todo o país, mas atingiram o percentual mais elevado em dois distritos: Faro, no Algarve, com 14,95%, e Setúbal, um distrito com forte tradição operária, com 14,71%. Se acrescentarmos o resultado do BE aos do PCP (10,66%), verificamos que a esquerda em Portugal – sem contar, por razões óbvias, o PS, que só tem tido políticas de direita – recebeu os votos de mais de 21% dos portugueses. Isso também sem contarmos o (...)
Reproduzimos a entrevista de Nines Maestro, a número 5 da lista de “Iniciativa Internacionalista – A Solidariedade entre os Povos”, de Espanha, ao Parlamento Europeu, concedida ao jornal de Corriente Roja. A candidata é médica e foi deputada de Izquierda Unida. Em 2004, liderou o sector que rompeu com Izquierda Unida e formou a Corriente Roja. Antes de ler a entrevista, não deixe de assistir ao vídeo de campanha para as europeias produzido por Corriente Roja em http://www.youtube.com/watch?v=55ba.... Depois da campanha de criminalização e da tentativa de ilegalização de Iniciativa Internacionalista – A Solidariedade entre os Povos (II-SP) por parte do governo espanhol, como avalias a apresentação da candidatura? A criminalização pôs em evidência até onde são capazes de chegar o governo do PSOE, o (...)
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› Jornal › Ruptura 101
Sem fim à vista, os despedimentos e lay-off continuam a chantagear os trabalhadores, das pequenas até às maiores fábricas, como é o caso da Autoeuropa. Os patrões escolhem esta “receita” para a crise: despedir hoje quem tem direitos para mais tarde contratar a mais baixo salário e sem direitos. O (...)

› Correio Internacional
Na semana passada, nos países membros da União Europeia, realizaram-se eleições para o Parlamento Europeu, um organismo que, até agora, tem uma função mais simbólica que real. Em Espanha, evidenciaram-se as duas tendências mais gerais da eleição no continente. Por um lado, mantiveram-se os altíssimos (...)

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Ruptura/FER - 2007 | admin